21 de Abril de 2019

Notícias : Educação    Qua, 06/02/2019

Escola de Volta Fechada corre o risco de ser inviabilizada.

Governo municipal propõe contratação de mais um profissional, mas vereadores ainda não votaram o projeto.


Reuni%c3%a3o com prefeito aratiba

Uma comunidade que foi dividida, que teve 80% dos seus moradores relocados para outros estados e que luta para manter uma estrutura mínima para a convivência entre as famílias do local. Volta fechada, no interior de Aratiba foi diretamente afetada pela construção da Barragem de Itá. No início do ano passado, os poucos moradores pediram que a Escola Municipal de Ensino Fundamental existente ali, não fosse fechada pela prefeitura. É a única escola multisseriada ainda em funcionamento no interior.

As oito crianças que estudam lá e que estão na Pré- Escola até o quinto ano, são atendidas por somente uma professora. Para melhorar o atendimento, o governo municipal elaborou um projeto que precisa ser aprovado pela Câmara de Vereadores, autorizando o município a contratar um profissional para o cargo de chefe de divisão de serviços escolares, o que permitiria atender as crianças em turno integral. O pedido foi encaminhado pela própria comunidade. Rudinei Carlos Nunes, pai de três alunas que estão na escola é a favor da contratação. “Manter o turno integral será excelente para as crianças, porque além das atividades do ensino, o município oferecerá oficinas de teatro, música, balé entre outras e isso ajudará no desenvolvimento pessoal de nossas crianças”. Mas, faltando menos de duas semanas para o início das aulas, a escola corre o risco de ser inviabilizada. O projeto enviado pelo executivo à Câmara de Vereadores ainda não foi votado porque foi baixado para a Comissão de Pareceres.

O prefeito de Aratiba, Guilherme Granzotto se reuniu com os moradores nesta semana para explicar o trâmite do projeto. A comunidade está apreensiva. “Esperamos que os vereadores olhem para as nossas crianças. A nossa comunidade foi a mais afetada pela produção de energia, por isso, esperamos que nossas crianças tenham acesso a um ensino melhor. É um direito nosso!”, desabafa Rudinei. Para Granzotto, atender as reivindicações dos moradores da Volta Fechada representa proporcionar um tratamento igualitário a todos. “Mesmo em pequeno numero, as crianças merecem ter acesso à qualidade de ensino que o turno integral proporciona e é dever do governo atender o pedido dos pais e  manter a escola lá”, disse Granzotto.